segunda-feira, 28 de julho de 2014

Agora é só poesia! Vamos espalhar a febre!



“Vamos fazer um acordo pra salvar as possibilidades!
Um acordo que de tão livre,
não precise ser respeitado;
por sinal, nesse acordo
o respeito desaparece
por não ser necessário.
A palavra vai dar lugar à amizade,
e não existirá a ideia do ontem,
nem a angústia do amanhã,
e a culpa do presente
será diluída nos atos inconsequentes.
E será igual pra todos:
Igual pra rola,
igual pro cu,
igual pra buceta.
Ofereço fogo
para o incêndio daqueles que nos contrariam.”

poeta Zizo (Febre do Rato)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sabotagem



Enterraram o comício
a fala súdita
o palanque.
Sabotaram o fone
Mega –
lômaníacos
Loucos!
loucos eles são
em falta dela
a sanidade

Libertaram-se.


Dani Ribeiro

domingo, 18 de maio de 2014

Conversa desafinada


Um líquido vicejante
pactua uma melodia
qualquer
no fundo do copo
na mira do olho

reticências
permanências

A noite ainda arrisca
um verso pueril
a mácula aguarda
ardente
o espetáculo sorrateiro:

Se somos o fim
de tudo
o nada
ao menos
ficou
o sim


Dani Ribeiro

sábado, 17 de maio de 2014


em que pese os cílios
mestiços
a curva desabituada
ao não

Tal vez

e mesclam dissonantes
vozes roucas
faladas em teclas
espirros

sinuca
olho
sinuosas vias
insinuantes

os cílios cerrados
o peso
ainda no corpo
a mente errada

cilada.



Dani Ribeiro

terça-feira, 15 de outubro de 2013



A cidade ainda vigia
entre pichações, ruídos,
confabulações
E a esquina sutil
onde mora
o prelúdio

Conversas abafadas,
grunhidos,
vias tortas
entresilhadas
alvejadas por luzes
despautério

Esqueceram-se
das paredes brancas
encardidas
os lençóis manchados
a taça aos trincos
os brincos perdidos

Na cidade os olhos espiam
tecem o esconderijo
a terna idade, os anos idos
Amor-tecem
E no gozo

epílogo


Dani Ribeiro