Suburbana mente
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Sabotagem
Enterraram o comício
a fala súdita
o palanque.
Sabotaram o fone
Mega –
lômaníacos
Loucos!
loucos eles são
em falta dela
a sanidade
Libertaram-se.
Dani Ribeiro
domingo, 18 de maio de 2014
Conversa desafinada
Um líquido vicejante
pactua uma melodia
qualquer
no fundo do copo
na mira do olho
reticências
permanências
A noite ainda arrisca
um verso pueril
a mácula aguarda
ardente
o espetáculo sorrateiro:
Se somos o fim
de tudo
o nada
ao menos
ficou
o sim
Dani Ribeiro
sábado, 17 de maio de 2014
em que pese os cílios
mestiços
a curva desabituada
ao não
Tal vez
e mesclam dissonantes
vozes roucas
faladas em teclas
espirros
sinuca
olho
sinuosas vias
insinuantes
os cílios cerrados
o peso
ainda no corpo
a mente errada
cilada.
Dani Ribeiro
terça-feira, 15 de outubro de 2013
A cidade ainda vigia
entre pichações, ruídos,
confabulações
E a esquina sutil
onde mora
o prelúdio
Conversas abafadas,
grunhidos,
vias tortas
entresilhadas
alvejadas por luzes
despautério
Esqueceram-se
das paredes brancas
encardidas
os lençóis manchados
a taça aos trincos
os brincos perdidos
Na cidade os olhos espiam
tecem o esconderijo
a terna idade, os anos idos
Amor-tecem
E no gozo
epílogo
Dani Ribeiro
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
On/Off
máquinas vitais
ligadas a fios
entre-laços
que cortam
se cruzam
amarram
emaranham-se
acoplaram
arames
rede, pelo, fio
terra, fogo
wi-fi
o Encaixe perfeito
in/out
a boca geme
faminta
engole
expele
os fluídos,
fluxos
vísceras
poros
corpos
conectados
movimentos entranhados
e simbiose
Dani Ribeiro
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