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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ócio

Office at Night - Edward Hopper


Improdutividades...
Hora vazia na sala de escritório
E a presença incômoda
Ignorada

Mas o sujeito-epilepsia
do folhear insinuante
cavando freneticamente
o livro ilegível,
ensaia labuta
pra gastar seu parco dinheiro
na locadora de vídeos
sessão pornô.

Dani Ribeiro

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Seda de Papel

Toulouse-Lautrec

Invento um desafio de colocar linhas em
meio fio de papéis. Linhas incongruentes
de palavras que não mentem
com os minutos contados
     em minúcias.
E o leve desabrolhar de seda rasgada
que atravessa essas linhas do corpo branco, liso,
em que as mãos afagam
                    e afogam.

Amacio, amasso as folhas de papel almaço
                                        e não desfaço.
Me aproximo e toco o seu corpo
coberto de linhas salientes.
Enfeito as palavras que passeiam levemente
nas curvas montanhosas da Mantiqueira do seu corpo.
                                       Quer queira, quer não,
                                   ofereço essa composição
tingida de papéis brancos que se misturam ao
corpo quase morto.

E os minutos passam,
deixam
os papéis nos bordéis,
a seda rasgada,
o branco no corpo,
agora já amorfo,
      sem amor. 

Dani R.F.

sábado, 30 de julho de 2011

Julho


do calor do inverno
     arquiteto meu próprio 
                              inferno

Dani R. F.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Penas vertiginosas



Caminhão na estrada
tortuosa das minas
das serras
no campo
das vertentes
das vertigens
dos inconfidentes


um caminhão carregado
de frangos encaixotados
repleto de penas
avoando longe
na estrada
das serras
e os frangos
na espera
da promessa
do abate

na estrada das minas
das vertentes
o cheiro dos frangos
encaixotados
não causa fome...
dá vertigem


Uma frase de caminhão
na estrada
dos inconfidentes
e dos frangos
encaixotados

“Deus seja louvado”

Dani R.F.


domingo, 29 de maio de 2011

Notas de uma decepção amorosa

I
de gole
em gole
vai embora
o meu amor

engole
do bico
já que
não peço
nem fico


II
Chorou até cansar
Sentiu na face o desprezo
do tão-pouco-amor desfeito


III
Irradiou beleza e ferida
e foi ali na esquina
que foi encontrada vestida
de casaco e anestesia


IV
Me pare na rua
me faz ser de conta sua
só de conta
no vermelho
que me devolvo-lhe
ainda nua


V
Ouvi dizer que amores partidos
fazem versos e poesias
no gole,
no desprezo,
na esquina,
no faz-de-conta
Mas só encontro lamúrias
declamadas em demasia


VI
Vou embora, amor
vou fazer verão
mas não se preocupe
que ainda aqui
eu deixo uma flor

Morrer!


Dani R.F.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Acomodação



Dez cômodos de desordem incômoda
O mal-cheiro que vem do banheiro
Roupas e meias sujas espalhadas no chão
Tropeços freqüentes nos móveis e sapatos
Enroscados em fios de cabelo e aranha

Menina que se perde nos cômodos incômodos
Inspira, expira e engole poeira
Titubeia, hesita, e depois esperneia
Se joga, adormece, convalesce e se arranha

A cômoda, um depósito de remédios
Antibióticos, cápsulas, tarja preta, anestésicos
No lixo, cremes jorrados dos tubos vaginais
Papéis higiênicos que transbordam em demasia
O caos estático e bem-feito por conseguir tal façanha.

E os cômodos da menina que pouco se incomoda
Mordisca, belisca, come e cospe unhas
Dança, descansa e volta a se cansar
Pois sabe que lá fora da vida se apanha.

Pobre menina,
Até o dia em que percebe
que os cômodos já não lhe são mais cômodos.
Se perde, se acha e tranca a porta
Joga a chave no ralo e pouco se estranha.

Dani R. F.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Bar Verde

Músico - Hugo Escobar

O pedreiro não poupa sua amargura nem num bar
Come jiló.
Os trocados miúdos do bolso
amassados
sujos
escassos

É unha suja
banha frita no aquecedor
seresteiro bodado
Um verso esquecido
uma serenata cantada...
E a indiferença de quem passa lá fora

O artista não é o que toca o violão de segunda,
mas sim o negro com os dois braços quebrados e gessados
que caiu da bicicleta ao sair trêbado do buteco

LucasFL. e Dani RF.

domingo, 24 de abril de 2011

Mesmice



Cabelos ondulados levemente tingidos
Versava alguma poesia que não ousasse dizer

O “nó da garganta” deslizando em seus dedos
À espera do dito que a ela foi negado

O passo e a sandália abotinada nos pés
As unhas refeitas para serem esquecidas

E ficou entre um átimo e a semi-insanidade
Criando o seu tempo de trás para frente


A noite presente na ausência de corpo
O vício sustentado pela cobiça de fuga

Os trajes despidos, a carne branca e nua
O desejo contido em toques de mão fria

E ficou entre um átimo e a semi-insanidade
manipulando o seu tempo de trás para frente

Dani R.F.

terça-feira, 29 de março de 2011

A Dama do Carnaval

Konstantin Somov


Está vendo aquela mulher ali, sinhô. Preste bem atenção, repare em como ela é tão agradável, maquinalmente trabalhada com tanta perfeição e delicadeza. Olha só os seus gestos, olha como ela toca na xícara de café e bebe com tanta afinação. Veja só como ela se porta, como se senta com elegância! Sinhô, essa beldade parece ser gente finíssima, parece ser gente importante, educada, civilizada. Essa mulher que tu vê agora, ninguém é capaz de imaginar que um dia ela olharia para você. Mas sinhô, pois eu vou te contar uma coisa que o sinhô não vai acreditar. Sabe do último carnaval? É, esse mesmo, e lá estava ela, com a mesma beleza que você vê agora, com o mesmo encanto, a mesma formosura. Diria que até mais charmosa, mais à vontade, mais alegre! Pois sinhô, essa mulher de quem eu falo agora, me cortejou sinhô. Eu juro pro santo mais santo e pela minha mãe mortinha que não estou mentindo pro sinhô. Nem eu mesmo acreditei no que acontecia sinhô. E era ela mesmo, essa mesma mulher que dançava em meio ao bloco de carnaval, com seu fino pescoço enrolado em algumas serpentinas de papel e o cabelo cheio de confetes. E essa mesma mulher, sinhô, chegou junto a mim e me lascou um beijo que eu quase tive um enfarto. Minha boca ficou seca de tanto nervosismo, essa parte eu não gosto nem de me alembrar. Eu gaguejei, tremi, suei frio... Mas sinhô, como eu poderia reagir diante de um mulherão desse dando corda pra mim? Sinhô, tu me conhece bem, tu sabe que eu sou um homem simples, sou de muita conversa não, mas eu sou macho, pego qualquer mulherzinha que vem dando mole pra cima de mim... Ah, mas essa aí, nunca tive o prazer não, é muita areia para o meu caminhão. E vou te contar mais, sinhô. Ela me chamou pro bar e ainda bebemos cachaça, sinhô. É isso mesmo que o sinhô está ouvindo. Essa mulher que agora está toda senhora bebendo café, chegou a beber pinga comigo, e que nem homem, sem frescurinha, sinhô. Nunca vi mulher tão chique bebendo pinga desse jeito. Eu achei que estava ficando maluco, sinhô. Mas juro pra você que não, o sinhô é homem estudado, entende das coisas, saberia se eu estivesse ficando louco agora. E sabe o que aconteceu depois que ficamos tudo soltinho? Ah, essa é a melhor parte da estória, sinhô, escuta só. Nós fomos pra lá da rua de baixo, naquela esquininha depois da mercearia do Seu Jô. Sinhô, eu poderia te contar os detalhes do que aconteceu, mas pelo Santo Deus, isso é pecado sinhô. Minha mãe do céu não merece ouvir essas coisas não. Que o pai nosso me dê o perdão, no carnaval a gente não pensa muito nessas coisas não, sinhô. Pois eu vou te dizer só mais uma coisa sinhô, de todas as mulheres da vida com quem já estive, nenhuma foi que nem essa, sinhô. 

Dani R. F.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Declínio

A Odalisca - Matisse


As mãos suadas esfregavam-se na calça jeans. Ela não gostava de sentir suas mãos úmidas. Ao alisar os cabelos, fios e fios caiam pelo chão devido à oleosidade. Recolhia-os e partia ao meio como um gesto de alívio. A fragilidade dos fios causava-lhe um certo consolo. Sua beleza a cansara tanto que fizera com que ela procurasse, a todo instante, um pequeno descuido destrutivo.
Desejava ardentemente o aparecimento de espinhas em seu rosto só para ter o prazer de espremê-las e ver sair o pus branco. Ela dizia que a sensação era semelhante à de um orgasmo, e o pus, ao de uma porra bem gozada. Seu empenho por comprimir aquelas tão bem-vindas espinhas valia mais do que um belo e harmonioso rosto marcado.
Mordiscava suas unhas e deixara de pintá-las. As vezes, alguma sujeira acumulava, e ela limpava-as com os dentes.
Não tinha os mesmos cuidados com os dentes que, outrora alvos, agora já apresentavam alguns sinais de amarelamento. Parara de passar fio-dental e frequentemente dormia sem escová-los. Só fazia isso quando não suportava mais o seu hálito.
Mas durante algumas ligeiras noites... transformava-se numa mulherzinha quase perfeita e formosa. Saía pela rua, e o pus noturno se transformava em um sêmen jorrado em sua entranhas.  

Dani R. F.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A um qualquer


Vou sair em busca do amor em qualquer esquina,
Vou oferecê-lo à primeira roda de amigos,
Cantarei em versos na porta de um bar,
Regarei a flor com vinhos e mijos.

E na busca, encontrá-lo-ei no fundo do copo,
Bebê-lo-ei até a última gota
E depois guardarei dentro de uma garrafa
Com o gosto dele amargando a boca.

E todos os dias, alimentarei o amor
Com gosto de mel e dose de cachaça
Para que ele não acorde sóbrio
E não perca o fôlego depois da ressaca.

O meu amor renascerá bêbado todos os dias
Em todos os cantos da cidade vazia.
O meu amor não perderá seu fogo
E nem se queimará fazendo acrobacias.

O meu amor será alcoólatra
Com sede de arte e ânsia do tédio.

Dani R. F.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Sofá


Um quase-luxo
Um pequeno descuido.

O assento digno do sofá
Servia obediente às bundas
Fedidas, cheirosas,
Gordas, magras
Lisas, peludas
Esculpidas ou com celulites

Da chegada à visita
Uma preguiça crônica
Um descanso do cansaço
Cabeças imbuídas de imagens televisivas

No centro do pomposo sofá
Uma mancha imperceptível
Coberta pelas nádegas

Era ele, o sofá
ora servido ao deleite dos prazeres
ora servido ao social de acomodar as bundas

Dani R. F.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Descarrego



Ela mal sabia que descolorir os rabiscos chapiscados tornaria-a menos benevolente com seus ímpetos. Mariana desconcertava cada letra da sua estória. Estava determinada a não seguir o percurso. Entre o trabalho às seis horas da manhã, com olheiras que encobriam a suavidade do seu olhar, ela maquiava-se toda, maquiava o sorriso do bom-dia. Enfrentava pessoas e papeladas. Resolvia os problemas do trabalho que mal cabiam em sua caderneta de anotações. Esperava as horas ganharem ânimo. A sua vontade era dependente do ponteiro do relógio. Esperava.
À noite, ela desprendia-se. Já tendo conquistado sua ilusória autonomia, Mariana não encostava suas manias infantis, desarrumava sua cama com bichos de pelúcia e quarto com decoração verde-musgo. Lia um livro que costumeiramente ficava sobre a cômoda empoeirada de pensamentos frívolos e alimentava seus caprichos com uma pequena dose de vinho ou vodca. Agarrada ao seu travesseiro de infância, masturbava-se para aliviar as tensões do dia. O travesseiro infantil, tão íntimo as suas vontades, transformava-se até virar um objeto fálico. Mariana não se arrependia. Do orgasmo colossal ao cansaço físico, o seu travesseiro continuava casto como sua remota infância, mesmo com as manchas do gozo e o escurecimento devido ao excesso da fumaça de cigarro. E dia após dia, de personalidades aparentemente alternadas, uma menina com rosto de menina e com vontades de mulher, tudo variava de acordo com as exigências. Mariana só não gostava de perder a linha, apesar de ter encontrado os dois caminhos...

Dani R. F.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Baco




Badalam os sinos da torre, já é meia-noite. A igreja acentua os mistérios dos anjos, e a iluminação permite ver vagamente a sua escultura perfeita e simétrica. A rua está deserta, prevalecendo o silencio e o uivo do vento invernal. A igreja, com seu ar barroco, toma a frente como majestade e poderosa, mãe das noites, dos enamorados, dos pecadores e dos boêmios. Mas ela não está só, apesar da sua presença soberba, mora ao lado a acanhada casa. De repente, as portas se abrem, e a movimentação de mesa e cadeiras se arrastando para seu devido lugar, pratos e copos sendo lavados, e um grupo de homens e mulheres se dirigem ao local. Ainda o barulho é mínimo. Todos conversam discretamente, talvez tomando cautela de não incomodar as casas adormecidas. Aos poucos, o lugar começa a ganhar vida e se fazer presença única no meio daquela noite. O dono da casa e sua companheira se prontificam a prestar serviço às pessoas que ali chegam, com vinhos e tirsos.

A calmaria tímida e sonolenta trespassa os indivíduos anônimos, esvaecendo-se a cada riso hiperbólico. Estão todos sóbrios, conversando paulatinamente. Entre pausas, uma fala e vários goles de uva fermentada. Anunciou-se a noite ritualista. Aos poucos a Igreja vai se esmorecendo perante a ebriedade nascente e inicia-se o culto dos ali presentes.

O mais belo e esbelto estava sentado no centro da mesa e, a sua direita, a mulher envolve-o com uma manta de pele de leão e uma coroa de pâmpanos. O frescor das uvas enleva todos os demais que se deliciam ao som da flauta doce. O sexo palpitante de cada um deles florescem como o desabrochar de uma rosa impaciente. Os donos da casa, depois de feito suas tarefas, entregam a chave para o homem enfeitado de Deus e retiram-se para dormir em outro ponto distante da cidade, onde a suntuosa Igreja e a singela casa já não são capazes de adentrar em seus olhos e em seus ouvidos...

Entre a Igreja e as portas fechadas da casa, morava o desconhecido. 

Dani R. F.

sábado, 11 de setembro de 2010

Adultério

Noite fria, movimentação intensa. Em cada canto, um bar rodeado de pessoas efusivas. Em meio aquela neblina que ofuscava a noite, um olhar rasgado passou por ali. Dois olhos e um anseio. O outro que os observou, seguiu obediente a sua intuição noturna. Era ela, a dona daqueles olhos convidativos. “Você!”. Murmurou o rapaz ainda pouco cegado pela bruma. A mulher caminhou indiferente, afastando-se de qualquer olhar suspeito e impôs a sua graça perante a fragilidade da noite cinza. O que ela queria era apenas um gozo e um bocado de amor que foram esquecidos durante sua vida conjugal: “Os rapazes não me servem, o que eu quero não existe!”

Na realidade nua, desconhecem o amor.
Eles só almejam um pouco de ostentação e luxúria,
Mas cultivam entre si o amargo-doce do cotidiano...

Dani R. F.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ponto de Partida



O ponto
A ida
O adeus

O ponto era eu
O destino era seu
Da partida ao fim

Ficou o amar-go
Levou uma parte
De amor

Sozinho
No ponto
Da partida

Partiu
Em pedaços
Um pouco de mim

Dani R. F.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A caminho da pensão


Foi ali, naquele distinto lugar
Que houve um pouco de vida
Ungido de palavrões e bebida.

Congelou-se, esmaeceu a pequena quina
As cores das casas coloniais desgastaram-se
E o frescor do silêncio foi cortado pelo forte barulho da locomotiva.

Saí da minha absorção
Pensei, pesado, ensimesmado
Na morte violenta daquele instante.

Foram só pessoas, foram só solitários,
Errados, vazios, vadios, passantes
fundidos com o cheiro fétido do ribeirão
Onde os pequenos ratos espalham a crápula.

E que glória há num depósito cheio de podridão?
O ambiente está infestado pelas cópulas
As migalhas de alimento estão dispersas pelo chão
O cheiro da dama-da-noite confunde-se com a urina
E, depois da locomotiva, o que se ouve são gemidos
São só prazeres...

É vida orgânica se metabolizando, meu caro!


Dani R. F.
Pintura de Maurice Utrillo

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A procissão


Um murmúrio vindo de longe ressoa pelo alto-falante
Ainda indistinguível, mas já anuncia a morte.
Homens e mulheres lamentam-se como de costume
E adornam suas casas com uma manta roxa e branca

A procissão aproxima-se melancólica e vagarosamente
Seus seguidores unem-se para chorar a morte de Cristo
O corpo santo segue em frente, venerado por seus fiéis
Maria, mãe de Jesus, em lamúrias, quase se desfalece.

As velas acesas, o incenso, o aroma das flores noturnas
O vento que abraça a multidão e ameaça as luzes
Uma canção lúgubre cantadas por milhares de vozes
Acompanha o séquito sagrado de sexta-feira santa.

Vejo a procissão interminável, caminhando sorumbática
Os semblantes graves, mal iluminados pela vela
As vozes que arranjam a musica com tal imperfeição
Que chega a ferir a imponência do culto religioso.

Companheiro, não sinto outra coisa além da compaixão.
Bem posso sentir o cheiro forte da terra...
Todos aqueles que ali caminham desconhecem
O triste fim que por eles, espera.

Dani R. F.
* Escrito na Semana Santa (2010)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Salutante


A sensualidade da noite ainda não está finda.
Que cantem os pacatos noturnos sob o luar,
Na esperança de que o tempo passe com mais vagar.

Mas aqui, a juventude desbota suave, ligeira.
E o tempo corre, depressa, faminto.
O amor floresce no sexo, instinto.

E cá estão os enamorados extravagantes,
Extasiados, exagerados na embriaguez , saúdam!
Sabem que a vida é breve, e que o amor
não passa
de uma
Farra.

-Morituri te salutant!

Dani R. F.